AVISO: ESTE É UM LIVRO CLASSIFICADO PARA O PÚBLICO ADULTO. É UMA FICÇÃO ERÓTICA E CONTÉM LINGUAGEM SEXUAL EXPLÍCITA (SE FOR SENSÍVEL NÃO LEIA).
Três meses depois do aeroporto, Gabryela tem uma mesa com o seu nome, um cargo que é só seu e um segredo que divide com dois.
Mas o mundo não espera — e quando uma carta esquecida chega às mãos erradas, o que estava escondido nas dobras da vida começa a aparecer. Sua mãe cobra uma escolha. Um investidor vindo de São Paulo faz a pergunta que ela não quer responder. E Kethelyn, a mulher que abriu a porta para tudo isso, revela um segredo que muda o equilíbrio de tudo.
Gaby poderia recuar. Poderia escolher a vida simples, o amor que tem nome certo, a paz que vem de não perturbar o que está quieto.
Mas aprendeu, no aeroporto, que o que é verdadeiro não desaparece porque você olha para o outro lado.
O preço da escolha não é o que você paga quando decide. É o que você descobre que sempre deveria ter custado — e decide pagar mesmo assim.
Páginas: 209
Formato: 14,8 cm X 210 cm
Promoção de Lançamento - E-book (livro Digital) R$ 14,99
AVISO: ESTE É UM LIVRO CLASSIFICADO PARA O PÚBLICO ADULTO. É UMA FICÇÃO ERÓTICA E CONTÉM LINGUAGEM SEXUAL EXPLÍCITA (SE FOR SENSÍVEL NÃO LEIA).
Três meses depois do aeroporto, Gabryela tem uma mesa com o seu nome, um cargo que é só seu e um segredo que divide com dois.
Mas o mundo não espera — e quando uma carta esquecida chega às mãos erradas, o que estava escondido nas dobras da vida começa a aparecer. Sua mãe cobra uma escolha. Um investidor vindo de São Paulo faz a pergunta que ela não quer responder. E Kethelyn, a mulher que abriu a porta para tudo isso, revela um segredo que muda o equilíbrio de tudo.
Gaby poderia recuar. Poderia escolher a vida simples, o amor que tem nome certo, a paz que vem de não perturbar o que está quieto.
Mas aprendeu, no aeroporto, que o que é verdadeiro não desaparece porque você olha para o outro lado.
O preço da escolha não é o que você paga quando decide. É o que você descobre que sempre deveria ter custado — e decide pagar mesmo assim.
A tarde pesava sobre Porto Velho como uma mão espalmada. O céu sobre a capital de Rondônia não tinha uma nuvem sequer — azul absoluto, quase cruel de tão perfeito. Andávamos lado a lado em direção ao aeroporto, e ele havia tomado minha mão como se fosse o gesto mais natural do mundo. Senti o calor da palma dele misturar-se ao meu, e não me afastei.
Era a terceira vez naquele dia que Bruno me dizia que sentia desejo por mim. A primeira eu havia desviado o assunto. A segunda, fingi não ouvir. Na terceira, parei no meio do estacionamento e o encarei.
— Não acredito que estou ouvindo isso de você — disse, e minha voz saiu menor do que eu queria.
Ele não desviou o olhar. Bruno tinha essa habilidade perturbadora de olhar direto dentro das pessoas, talvez por anos de prédica, talvez por algo mais antigo e menos santo.
Quarenta anos, cabelos castanho-escuros com os primeiros fios grisalhos nas têmporas, um metro e sessenta e três de presença que parecia maior. Bonito da maneira que incomoda — não o bonito óbvio de revista, mas o bonito que você percebe devagar e depois não consegue deixar de perceber.
— Sei que estou errando — disse ele, sem parecer arrependido. — Mas já não consigo tirar você da minha cabeça, Gaby. Estou completamente apaixonado por você.
Mantive o silêncio. Não porque não soubesse o que dizer, mas porque sabia demais. Sabia que a esposa dele, Kethelyn, era minha amiga desde antes de eu entender o que era amizade. Sabia que minha família frequentava a Igreja dele há anos, que meu pai o respeitava como a um pai espiritual. Sabia que Bruno era, o meu pastor.
E sabia, com aquela clareza incômoda que às vezes vem antes das grandes decisões, que também o desejava.
Eu tinha dezoito anos. Cinquenta e cinco quilos distribuídos num metro e cinquenta e oito de corpo que ainda estava aprendendo a existir. Seios pequenos, cabelos castanho-escuros até o meio das costas, uma bunda que eu herdei da minha avó e que minha mãe sempre mandava cobrir com saias mais largas. Naquele dia eu estava de saia preta rodada, de seda, e blusa preta colada — uma escolha que, reavaliando agora, talvez não tenha sido tão inocente quanto pareceu quando me vesti.
— Tenho experiência — continuou ele, como se meu silêncio fosse uma pergunta. — Posso te fazer muito feliz.
Depois disse uma coisa simples, quase boba, que me desfez por dentro:
— Menina linda, me apaixonou com seus olhos de mel.
Não fui eu quem o abraçou. Foi alguma versão minha que existe antes do pensamento, antes do juízo, antes da culpa. Meus braços foram até ele e minha boca encontrou a dele ali mesmo, no estacionamento, com o sol de Rondônia batendo nas nossas costas.
* * *O saguão do aeroporto estava quase vazio — algumas pessoas nas lanchonetes, o cheiro de café queimado e ar-condicionado velho. Era a primeira vez que eu entrava num aeroporto. Olhei para tudo com a atenção de quem sabe que está fazendo memória.
— O que tem lá em cima? — perguntei, apontando para a escadaria.
— Não sei. Vamos descobrir?
No andar de cima havia apenas salas de espera, algumas com adesivos informativos, todas vazias. O aeroporto era regional e ainda não havia sido inaugurado oficialmente. Havia uma leveza estranha no lugar — a leveza das coisas que ainda não foram usadas, que ainda não têm história.
Entramos numa das salas. Pela janela larga eu podia ver as pistas e os hangares, alguns aviões pousados e imóveis como esculturas. Fui até o vidro, debrucei os braços no parapeito e fiquei olhando.
Quando ele me abraçou por trás, não me movi.
Senti o calor do corpo dele antes mesmo do toque — aquela antecipação que é quase mais intensa do que o próprio contato. Seus braços me envolveram pela cintura com uma gentileza que não combinava com a tensão que eu sentia nele. A respiração dele chegava quente no meu pescoço.
Meu coração batia como se quisesse sair.
Ele me apertou mais. Senti suas mãos subirem devagar pela minha barriga, por dentro da blusa, até encontrarem meus seios. Não reagi — não porque estava paralisada, mas porque cada parte do meu corpo havia tomado uma decisão que minha cabeça ainda fingia não ter tomado.
Quando sua mão desceu por dentro da saia, beijando minha nuca enquanto sua mão entrou por dentro da minha calcinha, quando senti sua mão em minha buceta, empinei a bunda um pouco, mas levemente puxei sua mão, sem fazer muito esforço, na verdade não queria que ele parasse, mas temia que surgisse alguém.
eu murmurei:
— Precisamos ter cuidado. Se aparecer alguém...
Era menos um aviso do que uma admissão. Eu estava dizendo: estou aqui. Só tenho medo de ser vista.
Ele me virou para si. Nos beijamos com aquela urgência de quem sabe que está fazendo algo que não pode ser desfeito. Levei as mãos aos cabelos dele e os desgrenhei, sentindo o peso suave da cabeça dele contra as minhas palmas.
Naquele momento o mundo parou, senti apenas um imenso desejo de dizer me come, parece até mesmo que ele leu meus pensamentos.
Quando ele foi até a porta e a fechou, algo dentro de mim relaxou e tensionou ao mesmo tempo.
Sabia que estava entrando numa estrada sem retorno. E escolhi continuar andando.
Ele veio e me abraçou novamente e já estávamos outra vez aos beijos, foi a primeira vez que estava decidida a me entregar aquele homem, ele era casado com uma grande amiga minha, mas naquele momento ele também me pertencia, e me entreguei aos seus caprichos e loucuras.
— Você está louco, fechou a porta? — balbuciei no seu ouvido.
— Sim estou louco por você. — disse ele baixinho no meu ouvido. — Louco por você, meu amor! — Continuou. — Sempre te desejei. —
Ele me virou de costas e me abraçou outra vez por trás, senti seu pau latejando querendo sair da calça social azul escuro, sua camisa também azul. Ele muito rápido enquanto me abraçava levantou minha saia.